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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

 
Eu, Leitora e Empresária Circense

Dias atrás entrei num elevador, aquele dispositivo de transporte utilizado para mover bens ou pessoas verticalmente e escutei uma palhaçada que ninguém merece!

Normalmente, no elevador as pessoas ficam olhando para o outro com cara de paisagem, olham para o teto, uns têm crise de riso e tem sempre um palhaço simpático que adora puxar papo. O problema é o papo, né?

Nesse dia, coincidentemente, as pessoas que ali se encontravam eram do sexo feminino, com exceção de um pobre palhacinho que não se conteve.

- Nossa, pelo visto nesta cidade todas as mulheres trabalham fora. É o segundo elevador comercial que entro e só tem mulher.

Silêncio. Ninguém se pronunciou.

Sem graça, como ninguém lhe deu bola, continuou a palhaçada tentando fechar o espetáculo com chave de ouro e ao final arrancar boas gargalhadas da plateia. Completou:

- Quem será que está no fogão?

Eu, que de uns tempos para cá, tenho aprendido a não ficar calada, mas também não sei ainda ser grossa o suficiente, apenas olhei para o pobre palhaço - que deve ter sido traído pela sua namorada com o mágico -, e já com a porta do elevador abrindo para o meu andar, disse:

- Não posso lhe responder o que pensei!

Coitadinho do palhaço! Já deve ter perdido seu emprego, porque com essa piadinha de quinta categoria dificilmente ele faz sucesso em algum circo por aí.


Leitora P.M.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

 
Diálogos Palhaços - II

- Gente, o computador não tá funcionando..

- Algum homem pode ir lá ver o que tá acontecendo?

- Tá vendo como vocês são machistas. Mas na hora de pagar a conta não querem dividir...

Oi?



 
Diálogos Palhaços - I

- Por que você sai comigo se tá tão apaixonadinha?

- E se seu namoro é tão bom porque você tá aqui comigo?

- Porque eu sou homem.

Oi?





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

 
Palhaço Maneiro

Separações sempre são momentos difíceis na vida de um casal. Há quem leve numa boa por já estar decidido a pôr fim na relação. Mas há quem sofra, se descabele e consuma litros e mais litros de qualquer coisa líquida que contenha álcool. A história a seguir não contará com fatos tão dramáticos. Falaremos sobre separação, claro. Mas sem doses de Janete Clair. Porém .. há, porém. Sempre tem espaço para um espetáculo circense.

Fato é que a dona do picadeiro já estava meio de saco cheio e decidiu terminar um casamento
que se arrastava. Quando digo casamento digo no sentido bíblico da palavra. Mas as coisas não iam bem e ela sofria. Em parte porque o marido se mantinha numa felicidade e paixão indígenas. Já haviam discutido a relação, mas ele não conseguia captar a mensagem. Por fim, ela entendeu que não adiantava mais conversar e que estava na hora de agir. Deu-se a separação.

Passou uma semana e eles ainda se falavam. Ele parecia abatido. Ela explicava que ele tinha que mudar algumas posturas, que as vezes comportava-se de forma muito egoísta, até mesmo infantil. Ele não entendia* e insinuava que eles podiam ficar tipo assim .. se encontrando de vez em quando ... seria o fim do casamento, mas não do sexo, se é que vocês me entendem. Meio cara de pau, né? A dona do circo achava até engraçada a oferta porque mostrava como ele de fato não entendia a "proposta casamento".

*Nota da autora: sempre achei o rapaz em questão meio burrinho. Do tipo .. muito corpo e pouco cérebro. Mas como ela é minha amiga, poupei comentários mais duros.

Ela foi morar com a mãe até conseguir arrumar um cantinho para chamar de seu. Evitava saber do ex. Mas ele, sempre que tinha uma brecha, ligava. As vezes com raiva, as vezes fingindo que estava tudo bem, mas sempre insinuando que queria manter com ela laços afetivos-sexuais.

Ai, ai, ai. A dona do circo estava confusa: porque o moço as vezes se mostrava assim .. tão sofrido? Fiz o certo? Não fiz? Fui radical? Não fui?

Mas era hora de a fila andar. Alugou um apê, renovou a agenda telefônica e se pôs na noite.
Numa dessas incursões conheceu um bruto. Pegou o moço, levou para casa e marcou 1 x 0 no placar. Acordou com uma ressaquinha moral desnecessária. Catando as roupas espalhadas no chão constatou que ganhara um par de meias de brinde.

Ok. O malandro chegou com meias e saiu sem. Huuumm .. estavam meio bêbados e naquela altura, que diferença faria um par de meias? Fica de recordação. Jogou no cesto de roupas sujas
e seguiu em frente.

Mas o ex ficava martelando na cabeça dela. Alternava dias bons e ruins e por ironia do destino
acabou encontrando o moço na praia. Duas caipirinhas depois, o Ministério do Vai dar Merda advertiu a moça. Mas já era tarde. Recaída na hora. Lá estava o ex com ela, na cama, de novo!

E não é que estava bom? Mas não, não e não. Ai, Meus Deus .. ele tinha sido tão carinhoso. Até chorou! Mas ele não ia mudar ... Putz .. Ser ou não ser, eis a questão.

Chegando no quarto, estava o moço sentado na cama calçando o par de meias. Ela ge-lou. Ficou estática. O que ele pensaria? Será que partiria para a violência? Meus Deus .. já estava vendo a cena .. ele sempre foi super ciumento. Socorro. Onde diabos ele tinha achado a porra da meia? Viu a porta do armário aberta .... Ai Jesus .. Maldição! Tinha estragado tudo por uma noite com um estranho! Estava duas vezes confusa .. Mas talvez ele entendesse que sei lá .. foi uma noite
de fraqueza e aquele cara não vale nem ..

- Meia maneira, hein? Gostei - disse rindo e já incorporando a peça ao visual - Ele tem bom gosto ... - E rindo, foi todo todo pedir um beijo.

A dona do circo queria arrancar a meia pelo nariz. Mas conteve-se e disse que era hora dele levantar e ir embora. Nunca mais se viram apesar da insistência do bruto.





sábado, 5 de dezembro de 2009

 
Palhaço Sexual
Lá pelos idos do início da década passada (Ui! Quanto tempo!), eu fui estagiária de uma rádio. Durante os momentos de falta do que fazer, os técnicos e apresentadores se reuniam na redação para bater papo. Um dos técnicos era um palhaço daqueles: adorava falar sobre sexo, contava intimidades da sua vida sexual (quer dizer, devia inventar, né?), gostava de deixar as mulheres constrangidas com piadas de cunho sexual. Enfim, sexo, sexo, sexo: era do que ele falava (já que não devia fazer).

Um dia, eu comentei que queria ter feito cinema (a faculdade, o curso de graduação em cinema e não fazer um filme), mas o palhaço, como era do seu feitio levou pro lado da sacanagem:

– Filme pornô?!?!?

Mas neste dia eu estava inspirada e respondi prontamente:

– É, queria dirigir um filme pornô. Com a sua mãe atuando e mais umas cabras e uns anões.

Gargalhada geral e o palhacinho ficou sem graça.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

 
Palhaço higiênico

Uma amiga saiu com um palhaço algumas vezes e, depois de alguns jantares e cinemas, foi ao motel com ele. Transaram e foi tudo ótimo. Quer dizer, seria tudo ótimo se não fosse um detalhe: depois do sexo o 'bonitão' sentava na cama e limpava o pau com álcool. Na frente dela. Ela 'questionou' e o palhaço disse que era assepsia.

Assepsia?! Não pode deixar pra tomar um banhinho antes de ir embora do motel?

Sim, amiga dona de circo, imagina a situação. Você tá saindo com um carinha interessante. Tão se conhecendo, rola aquela ansiedade. Marcam de se ver, você faz todo aquele ritual, capricha na depilação, na calcinha, no perfume, na maquiagem, no vestido, sobe no salto. A noite tá ótima e enfim rola, vão transar. Você paga várias prestações do Baú da Felicidade e já tá achando que se deu bem, pegou um palhacinho bem adestrado que vale o michê. Daí, depois de te comer, o bruto saca um frasquinho de álcool do bolso e... e... e limpa o pau!

Amigo, se você tem nojo de xoxota devia dar o cu.





terça-feira, 1 de dezembro de 2009

 
E o palhaço comentarista, hein?

Amiga deste blog contou que um palhacinho amigo é leitor fiel e confesso: vem sempre aqui pra ver a quantas anda seu talento circense. Como sempre digo, o HTP é lúdico e educativo. Só que, como não nega a classe, aproveita para se divertir fazendo comentários bem absurdos, preconceituosos e machistas, só pra ver o circo pegar fogo.

Que palhacinho malvado e desocupado, hein?





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

 
Eu, leitora e empresária circense

Semana passada não tive tempo de selecionar um entre os mais de mil e-mails que abarrotam a caixa postal do blog, mas hoje não podia deixar de partilhar com vocês essa pérola circense. Divirtam-se!

Troquei de operadora de telefonia e agendei a instalação para sábado, afinal, dia de semana só estou em casa após o horário comercial. Hora marcada, lá estava o meliante, digo, o técnico da empresa. O bruto chegou uns 5 minutos antes de mim e ligou avisando, ou seja, fiquei com seu número marcado no meu celular. Gato, hein! Moreno, alto, olhos verdes, corpo definido, vozeirão. "Oulalá", pensei!!!

Mãos à obra: teria que ser instalado um novo ponto, porque a central da antiga operadora estava atrás do armário embutido e os fios não suportariam tamanha tecnologia. Telefone na sala e no quarto, Internet no quarto. Seria necessário que puxar um fio entre os cômodos, ou seja, ir contornando as portas e o que mais tivesse pelo caminho. Demorado. Nesse meio tempo, conversa. Muita conversa.

Moço de família, de outra cidade. Não sai, não fuma, não é pai, não bebe, mora com a avó... Adorei! Super quis me envolver, mas contive, né. O palhaço, digo, rapaz, tava em serviço.

Terminada a função, assino toda a papelada. O moço aperta minha mão e desce a escada. Fecho a porta, olho pra mesa, vejo que ele "esqueceu" a cópia de um documento. Ótimo motivo pra falar com ele. E nada do moço apertar o interfone pra sair do prédio. Quando fui pegar o celular pra ligar pra ele... eis que o aparelho toca. Número estranho.

- Alô? Oi, é o fulano, eu tava aí instalando seu telefone. Eu tô arriscando meu emprego, mas eu gostei de você, senti uma sintonia, queria saber se você acha que rola alguma coisa entre a gente.

Eu, de boca aberta (e super feliz), prontamente digo que "sim!". O moço retorna ao picadeiro e ficamos. Uns beijinhos, uns amassinhos. Beijomeliga. Ligou logo na segunda-feira, mas eu já tinha compromisso. Pergunto se o celular que eu tinha era dele ou da empresa. "Da empresa". Peço o dele. "Não, não, pode deixar que eu te ligo".

*os sinais...*

Na hora pensei, tem namorada. Na terça, ele liga de novo, na mesma hora. Alô? Oi, podemos nos ver hoje? Podemos... De volta à minha casa - que é bem longe da dele por sinal (sim, fiz de propósito, ele gastar tempo e gasolina!) - perguntei por que ele não tinha me passado o número dele. "Não, não, eu te passo hoje!".

- Você tem namorada né?

Ele afirma na MAIOR cara lavada. Fecho a cara e digo que já deu o tempo dele. Acabou o recreio, hora de ir.

Acreditam que ele implorou pra que eu continuasse ficando com ele? Disse que me adorava, que eu era linda, que tínhamos uma sintonia e ele adorava estar comigo.
Claro que acreditei, afinal, somando tudo, não deu duas horas que passamos juntos. Posso com isso? PALHAÇO!


Leitora L.L.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

 
Rapidinhas

Diálogos protagonizados em passado recente por uma amiga e colaboradora deste blog no Teatro Odisseia e na Casa da Matriz. Detalhe, tudo no mesmo fim de semana. Que rufem os tambores, o espetáculo vai começar!



- Oi. Posso te fazer um elogio que eu garanto que você nunca ouviu?
- Olha, eu já ouvi um bocado de coisa nessa vida... Mas pode sim.
- Pô, gata, seguinte (pigarro): para falar qualquer coisa à altura da sua beleza, só se eu fosse o Reinaldo Gianecchini usando uma camisa do Chico Buarque.


***


- Esse seu cabelo [um corte estilo anos 30, pouco acima dos ombros] é muito sexy.
- Obrigada.
- Só tem um problema.
- Ah, é? Qual?
- Me deixa em dúvida se você gosta do sexo oposto.


***


- Oi. Meu nome é Marcos, e o seu? - disse o palhaço que acabara de tentar me puxar pelo braço.
- Maria. Prazer.
- Poxa, Maria, você nem me deu bola lá embaixo.
- É que você foi abrupto demais.
- Ah, mas aquele não era eu.
- Ué? Não?
- Não, aquele era o Vinícius. É que eu sou dois. Sou Marcos Vinícius, e agora você está falando com o Marcos.

Ela com cara de perplexa e ele com cara de quem espera uma resposta.

- Desculpa, mas eu acho que não entendi.
- É isso mesmo que você ouviu. Mas vem cá, você vem sempre aqui?
- Não...
- Então, vamos trocar um lero?
- Desculpa, mas esse convite tá meio fraco...
- Ops, é que esse foi o Vinícius! Peraí, peraí, deixa eu trazer o Marcos de volta!

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

 
Repercussão do Chope almoço dos leitores

Assim que cheguei no Gomes me surpreendi com meu amigo GuetoBlaster na porta. O pai dele tava internado porque a perna tinha saído do lugar, mas enquanto ajeitavam a perna do velho, ele foi lá tomar um guaraná com a gente. Segundo ele, o palhaço progenitor adora passar a o fim de semana no Quinta D'Or, daí sempre inventa uma peraltice. No balcão me aguardava o intrépido amigo Julio, domador de traquitanas e outros quetais. Mal sentamos, chegou Eugenia e seu irmão Vinicius. Não demorou para seu palhacinho privativo, o João chegar. Bom daí não lembro a ordem das aparições, mas vieram Priscila, Renata de camisa do Fluzão, Siloan, a atrasada mas sempre presente Gisele e, claro a gangue de mulheres loucas da Lapa: Graciana, Juliana e Natália.

Para abrilhantar o fim da noite, encontramos coincidentemente na mesa ao lado dois leitores: o Flávio e o Claudio.

Adorei a versão almoço do nosso encontro. Claro que as edições Chope vão continuar, mas que tal alternamos? Além da vantagem de que, à tarde, tem mesa sobrando no Gomes.

Te vejo no próximo encontro, provavelmente em janeiro, no aniversário de oito anos do HTP.

Detalhe: Cacique Bukowski anunciou que seria sua despedida, já que casou e mudou para João Pessoa, mas não apareceu nem deu satisfação. Moço malcriado. Vai varrer o picadeiro como castigo.

Há fotos!

No Orkut

No Facebook

No Picasa

Agora ninguém tem desculpa pra dizer que não viu as fotos!

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